Se você se interessa por rock e vive em Salvador, certamente conhece as bandas Úteros em Fúria, Sangria, Retrofoguetes e Os Mizeravão, correto?
Agora imagine, no que pode ser o resultado musical dessa galera junta pra fazer um som.
Em 2008, com o declarado fim da Sangria, Mauro Pithon e Apu Tude (que também eram, respectivamente, vocalista e guitarrista da Úteros em Fúria) se puseram a trabalhar num novo som, também flertando com o rock pesadíssimo e malvado, e batizaram a banda como Bestiário.
Pra dar forma às novas idéias chamaram pra tocar baixo CH Straatman (Retrofoguetes), pra tocar bateria trouxeram Emanuel Venâncio (ex-Sangria) e pras guitarras, Wallie Beerman (Os Mizeravão, e ex-integrante de diversas bandas de metal).
Se você procurar por “Bestiário” no Google, algumas imagens sinistras surgirão. Na era medieval, os Bestiários eram uma espécie de catálogo confeccionado por monges para elencar animais e seres fantásticos horripilantes com o objetivo de usá-los como instrumento de controle sobre a população (o mesmo conceito de “se você não for um bom menino, a cuca vai pegar”, sabe?).
É mais ou menos operando nessa freqüência que é o som da banda. Sombrio, denso, e abordando temas que em sua maioria são a verdade que a humanidade insiste em não enxergar: violência, agonia, mentira, morte e dissimulação, o que não quer dizer que não seja divertido.
Muito poderoso e instigante, é o tipo de música que dá vontade de colocar no som do carro e pegar a estrada.
Antes de estrear nos palcos, o Bestiário está concluindo a formação definitiva da banda. CH Straatman e Emanuel Venâncio fizeram parte apenas da concepção e gravação das músicas, e agora a rapaziada da banda está prestes a revelar quem são os novos integrantes.