Salvador, 24 de maio de 2013
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Soterópolis - 70 anos de Caetano Veloso

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Descrição

Os 70 anos de um expoente da produção artística brasileira.

Em 07 de agosto de 1942 nasceu, em Santo Amaro da Purificação, um expoente da produção artística brasileira: Caetano Veloso.

Por isso, a TVE fará uma homenagem com um Soterópolis recheado de histórias sobre o cantor e compositor contadas pelo amigo Tuzé de Abreu, pelo sobrinho Jota Veloso e pelos músicos Fábio Cascadura e Marcela Bellas.

Para começar, um parceiro da época do Tropicalismo, o músico e compositor Tuzé de Abreu. Certa vez, ainda na década de 1960, faltando poucos minutos para subir ao palco e tocar, no Teatro Vila Velha, em Salvador, enquanto tentava atingir uma nota musical, Tuzé avistou o cantor. “Vinha Caetano abraçado no violão e dizendo 'muito bem, você conseguiu'.

Essa foi a primeira vez que conversei com ele. Viramos amigos”, lembra. “Há pouco menos de 50 anos, eu já venho dizendo pra vários amigos meus, parentes e outros músicos: esse cara aí vai ser um dos maiores artistas do Brasil de todos os tempos. Eu tenho certeza! É pura intuição”.

De fato, Caetano Veloso destacou-se: em suas quatro décadas de carreira, reúne 47 discos e inúmeros sucessos, desde os festivais dos anos 60, como “Alegria, Alegria”, “Superbacana” e “É proibido proibir”. “Tem uma coisa que me intriga muito. Caetano é um fenômeno. Eu sempre gostei dele cantando, mas, com a idade, ele veio cantando melhor”, comenta Tuzé.

A relação do cantor santamarense não parou nos seus trabalhos. Caetano é ressaltado sempre como um artista consumidor e divulgador de música, o que Tuzé de Abreu chamou de “antenado”:

“A antena de Caetano Veloso é um negócio inacreditável”. É exatamente esse perfil que o fez conhecer trabalhos como da banda Cascadura, formada em 1992, em Salvador. “Minha comunicação pessoal com Caetano nasceu por ele citar o Cascadura várias vezes na imprensa”, diz Fábio Cascadura, compositor e vocalista do grupo.

“Caetano é um cara que está sempre se comunicando com seu tempo; não parou, não estagnou”, considera.
Outra artista da nova geração que ganhou atenção do cantor é Marcela Bellas, que, inclusive, batizou um de seus trabalhos de “Será que Caetano vai gostar?”. “O nome do disco surgiu pela pergunta que tinha na minha cabeça.

Caetano, meu ídolo maior, é um cara crítico, um cara chato, até, e que gosta de dar a opinião. E, enquanto eu fazia o disco, eu realmente me perguntava se ele ia gostar”, conta a cantora, que vem desenvolvendo uma relação cada vez mais próxima com o compositor. “Caetano é a juventude dele. Juventude do sentido de que ele não tem tempo. Ele é até hoje um menino”, diz.

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